quinta-feira, 1 de junho de 2017

Indiretas

Continuo te querendo na distância, em músicas antigas e rótulos de cerveja. Deliro com a lembrança do teu corpo passeando pelo quarto, observando da janela, entre galhos, o movimento da rua. Te espero com a pressa e agonia de quem espera o efeito do analgésico ou o sono chegar as quatro da manhã. Sonho em mergulhar em teu mar, me perder entre azuis e te ter de novo, sorrindo, por inteiro.

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