sábado, 10 de dezembro de 2016

De todos os amores que tive quase nada guardei: fotos no computador, ingressos de cinema, um amuleto, um chaveiro enferrujado, um gato, pôr do sol em Pinheiros, um beijo ao meio dia na 13 de Maio, uma passagem de volta. Dos amores que tive restaram migalhas, talvez uma digital em algum objeto perdido, uma faísca de desejo, um risco de saudade, uma canção melosa, página marcada em um livro não devolvido. De todos os amores que tive, o que realmente ficou foi esta minha mania incontrolável de amar.