sábado, 25 de junho de 2016

Gripe

Sonho com a mão de minha mãe sobre a minha testa sentindo minha temperatura enquanto sussurra em meu ouvido, daquele jeito que só as mães sabem fazer, "fiz uma canja para você". Acordo e estou só. O quarto, o apartamento repleto de silêncio, penumbra e vazio. Tonta vou até a cozinha e na geladeira cubos de frango e legumes me olham de espreita. Calafrios e a sopa fica para amanhã. Engulo outro comprimido para a febre que persiste e para de novo dormir e sonhar. Em dias como este a solidão também se cura com aspirina.