sexta-feira, 10 de julho de 2015

Dez minutos

É preciso mesmo deixar a cama, abrir as janelas e encarar o sol? É preciso mesmo desfazer o abraço, pintar o rosto e trabalhar? É preciso comer o pão, ir ao correio, pagar impostos, vigiar o relógio? Não, não é preciso. Necessário é sonhar, beijar teus lábios, despentear os cabelos, ficar de longe ouvindo o barulho da rua e só por mais dez minutos adiar todas as urgências do dia, gozar da liberdade inventada.

Foto: Luis Gallo

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