quarta-feira, 4 de março de 2015

Uma e cinquenta e três


Quero tua carne, só ela. Agora. Nada de afetos, corte todo o açúcar e venha despido de alma. Só me interessa a matéria: objeto nu e cru. Saliva, gemido ecoando na nuca. Tua língua percorrendo meu corpo, serpenteando a planície das minhas costas, entranhada entre minhas pernas, umedecendo meus sentidos. Arrepios quentes. Moreno, rígido, ágil. Serás meu enquanto for tua, sentindo apenas o que sente a pele.

Depois dos desejos satisfeitos, me abrace, se perca nos meus olhos como antes se perdera em meu corpo e só então me ame. Suavemente.

Um comentário:

  1. Que bom que encontrei seus escritos. São adoráveis e instigantes. Os mistérios que envolvem os desejos da carne são fascinantes. Beijos!

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