sábado, 24 de janeiro de 2015

Em tempos de amor líquido


domingo, 4 de janeiro de 2015

Janeiro

Adeus ano velho e tudo que já não quero, que não me serve mais:
Roupas usadas, gastas, manchadas pelo tempo
Solidão errante das manhãs de domingo
Tristezas ruminadas com café
Risos forçados
Estupidez estampada na cara
Passos bêbados
Paixões trôpegas
Choro contido
Palavras engolidas a seco.

Que seja bem vinda a manhã de um novo ano.
Bem vindo janeiro
O novo de novo
O fazer diferente
O ser diferente
Sol ao som de rock inglês
Minha mão descansando na sua perna
Beijo na pálpebra
Criança correndo
Os braços do meu pai
Sorvete de pistache
Banho mormo dissolvendo o cansaço.

Na manhã do novo ano bem vinda seja a esperança
A sensação ilusória de que tudo será renovado
A alegria da novidade que dura pouco
O suficiente para alcançarmos fevereiro.