terça-feira, 28 de maio de 2013

Considerações sobre o ofício de escrever

Não existem textos, existe apenas um grande e único texto, um livro sagrado de nós mesmos. A cada dia escrevemos um pequeno parágrafo ou capítulo para no fim formamos nosso livro. E por isso todos esses textos dialogam, flertam uns com os outros, são partes do todo. Você pode mudar de estilo, mudar o narrador, trocar personagens, mas o livro ainda é o mesmo. Não há como um escritor  fugir de seu  texto único, porque não há como negar sua essência.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Amores digitais 2

Você me segue
Eu te sigo
Mas cada um segue seu caminho

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Mineiridade

Sou veredas, cerrado, sertão, rio que corre ligeiro, barco de pesca, barranco, carranca, montanha verde-azul, labirinto, araucária na beira da estrada, geada matutina, Rosa, Adélia, Carlos, barroco em ladeiras, esquinas, praças, viola, matraca. palavras cantadas, causos, contos repetidos,  o que calo e desconfio, intuição primeira, leite de mãe, procissões, benção, novena, simpatia, sino que tudo sabe e espalha, manga, jabuticaba, ingá, goiaba, quitanda, rosca, queijo e café, apito de trem na infância, cidade pequena escondida, cheiro do pátio da escola, cachoeira fria na serra, pedra preciosa incrustado na rocha, calcário, bolhas, ferro, pepita de ouro, liberdade. Sou Minas. Estou em casa e posso ser o que quiser.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Divagando por aí


Reler velhos textos e como encontrar velhos amigos, mas é também como se olhar no espelho e, às vezes, não se reconhecer.