quarta-feira, 19 de setembro de 2012

quarta-feira

Vontade de fumar um dos teus cigarros, me esparramar na tua cama, no teu corpo e esquecer o calor que faz lá fora, esquecer a falta de chuva, esquecer meu trabalho, minhas palavras, desligar o celular e desaparecer no meio da tarde, em meio a um suspiro teu, na tua boca exata, precisa, nas costas largas, na coca-cola em caneca de alumínio, entre tuas pernas e dentes. Afundar no cheiro que só tua casa tem, no barulho silencioso e constante do aquário da sala, afundar, afundar e não mais sair ou só sair quando não for mais necessário te ter ao alcance das mãos ou dos olhos porque de tão exaustos do amor será preciso ir, será preciso conhecer outras paisagens e enfrentar outras quartas-feiras.

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