terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O fim do poema

Quando o poema está pronto?
Quando inserir a palavra derradeira?
Como saber a hora de parar?

Ora, amigos, o poema não termina nunca,
Não se extingue no fim da página ou na folha última do caderno.
O poema nasce e renasce, vive e se transforma,
A cada leitura, a cada leitor.

Porque o poema não existe em si mesmo,
Não existe no sangue, suor e lágrima do poeta.
O poema só existe no outro que o recebe,
Lê, relê,

Depois esquece.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

As coisas que realmente precisam ser ditas estão nos espaços brancos entre as palavras, entre linhas, depois do rodapé. O importante e necessário está no final do capítulo, naquele suspiro longo  enquanto se olha  a paisagem pela janela, com o dedo indicador marcando precariamente a página no livro fechado descansando sobre a perna. O que realmente importa só é dito no fim da folha, aí é que toda a obra faz sentido, tudo se revela e se desnuda, verdade definitiva.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

ora, dirás,
falar com estrelas
não, não perdi o senso
no entanto digo
converso e brigo
até mesmo canto

falar com elas
é falar contigo

Laís Chaffe