terça-feira, 10 de maio de 2011

Repentinamente

De repente a palavra que se escondia é liberta e cai de cabeça no papel.

De repente ela percebe que não vale a pena se esconder, que é preciso ser lida, gritada, gemida, querida.

De repente o verso se faz, escorrega pela boca, saliva doce, gozo e se aconchega no peito, na caneta entre os dedos, palma da mão.

Ou de repente não é nada disso. ..

De repente não existe nada, a palavra não existe, é só ausência.

Mas na ausência também há poesia.

sábado, 7 de maio de 2011


Estou atenta porque hoje é sábado e tudo parece funcionar maravilhosamente bem como um poema de Vinícius.