Sou veredas, cerrado, sertão, rio que corre ligeiro, barco de pesca, barranco e carranca. Sou montanha verde - azul, labirinto, araucária na beira da estrada, geada matutina.
Sou Rosa, Adélia e Carlos, barroco em ladeiras, esquina e praça, viola caipira e matraca. Sou as palavras cantadas, causos e contos repetidos mas também o que calo e desconfio, a intuição primeira, leite de mãe. Sou infinitas procissões, benção, novena e simpatia, sino que bate há séculos e tudo que sabe espalha.
Sou manga, jabuticaba, ingá e goiaba, o trem que corria na infância, cidade pequena e escondida, o cheiro do pátio da escola. Sou cachoeira fria na serra, pedra preciosa incrustado na rocha, calcário, ferro e bolhas. Sou ouro.
Sou Minas, sou livre. Estou em casa e posso ser o que quiser.
0 comentários:
Postar um comentário