terça-feira, 29 de março de 2011

Mineiridade

Sou veredas, cerrado, sertão, rio que corre ligeiro, barco de pesca, barranco e carranca. Sou montanha verde - azul, labirinto, araucária na beira da estrada, geada matutina.


Sou Rosa, Adélia e Carlos, barroco em ladeiras, esquina e praça, viola caipira e matraca. Sou as palavras cantadas, causos e contos repetidos mas também o que calo e desconfio, a intuição primeira, leite de mãe. Sou infinitas procissões, benção, novena e simpatia, sino que bate há séculos e tudo que sabe espalha.


Sou manga, jabuticaba, ingá e goiaba, o trem que corria na infância, cidade pequena e escondida, o cheiro do pátio da escola. Sou cachoeira fria na serra, pedra preciosa incrustado na rocha, calcário, ferro e bolhas. Sou ouro.


Sou Minas, sou livre. Estou em casa e posso ser o que quiser.

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