quinta-feira, 22 de julho de 2010

É bom...


Descobrir que as pessoas são exatamente como se achava que elas fossem, olhos grandes sob sobrancelhas imperfeitas, almofada de gato, queijadinha, cócegas nos pés, afago, ver o amar que nunca se viu antes, cabrito assado com arroz de brócolis, conversar no escuro do quarto antes de dormir, céu azul, jogo de futebol, mãos, toalha em que cabem três, cheiro de xampu, sorvete de chocolate amargo, dar uma espiadinha no andar de cima, noite estrelada na lagoa, fazer da perna travesseiro, vizinhança sem luz,carinho matinal, acordar no meio da noite e vê que não se está sozinha, cerveja, fotos de infância, banho quente, coisas espalhadas pela casa, floresta com chuva, vista nenhuma, camisa nova, afeto sem nome ou medida, ir para a cama às cinco da manhã, celular desligado, música alta, cochilar no sofá da sala, trezentos e cinqüenta mil livros, chorar de alegria, não tirar foto nenhuma, guardar de memória tudo que se viu, abraço apertado que parte ao meio, estrada com chuva, voltar pra casa feliz, ter agora do que sentir saudade, paz.

4 comentários:

  1. quantas coisas boas. adorei!!!!!!

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  2. Achei o máximo, Tânia... São situações comuns a todos, mas poucos se lembram com tamanho carinho e dão importância!

    Bjos

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