sexta-feira, 14 de maio de 2010

Viajante



Estou perdida em algum lugar entre as Américas e a Oceania,


Em algum tempo obscuro entre o adeus e o agora.


Não há mapas que me mostrem a direção.


Não vejo estrelas.


Esqueci minha bússola em tuas mãos.


Sem rastros ou pegadas para seguir,


Estradas infinitas que se abrem à minha frente.


E o gosto de poeira na boca.


E o sol na pele.


Viajo sem rumo,


Quando se está perdido


Não se escolhe caminho.

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