terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Paura

Tenho medo.
Medo de me perder em teus labirintos
De braços e pernas entre a minha boca e a tua.
Tenho medo de não mais encontrar meu norte,
De ter que fazer minhas malas, encaixotar livros e papéis,
De ser estrangeira em terra tua.
Tenho medo de embriagada queimar meus navios,
De ver o amor sendo correspondido e o desejo recíproco
E então não ter mais desculpas.
Tenho medo do que pode acontecer
Se a porta se abrir e for inevitável não mais fechá-la.
Tenho medo de não regressar de ti.

2 comentários:

  1. Lindo, impactante!
    Só quem não vive não tem medo...
    Parabéns pelas belas palavras que destilas no blogue.
    Abraços!

    ResponderExcluir