segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Paura

Tenho medo, medo de me perder em teus labirintos de braços e pernas entre a minha boca e a tua. Tenho medo de encontrar meu norte, de fazer minhas malas, encaixotar livros e papéis e ser estrangeira em terra tua. Tenho medo de embriagada queimar meus navios, de ver o amor correspondido, o desejo recíproco e então não ter mais desculpas. Tenho medo do que pode acontecer se a porta se abrir e for inevitável não mais fechá-la. Tenho medo de não retornar de ti.

2 comentários:

  1. Lindo, impactante!
    Só quem não vive não tem medo...
    Parabéns pelas belas palavras que destilas no blogue.
    Abraços!

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