quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

28 de janeiro


Noite morna e úmida, mais de meia hora no bar sozinha esperando e olhando constantemente para o celular e me deliciando com a cerveja clara até eles chegarem. Primeiro o cara que tem o coração na mão e mesmo só o conhecendo hoje tenho certeza que ficaria melhor com o cabelo curto, depois ela com suas n e mini coisas, parecendo frágil para poder ser forte, escrevendo sem parar naquele caderno pequeno frases soltas em meio a desenhos indecifráveis e ainda o outro, aquele outro da outra vez que pouco fala, nada come mas ilustra tudo. Depois de subornos, chilli com carne, confidências, apostas e brincadeiras acompanhadas de outras cervejas não tão claras quanto a primeira, o gosto do Marlboro que eu já havia esquecido e o táxi pelo Jardins, tenho certeza que cada um é como um continente a desbravar, um continente desconhecido, imenso e imerso no tempo no espaço e tudo isso é muito lindo, louco e é sempre mágico o encontro o reencontro e às vezes até o desencontro, que sempre abre novas portas em becos aparentemente sem saída. E a conversa que não terminou ao som de “change is hard” e que não termina nunca porque continua agora enquanto o sol arde lá fora e o relatório espera, porque já é necessário, é inevitável eu, você, eles e todos nós.

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