De repente a palavra que se escondia é liberta e cai de cabeça no papel.
De repente ela percebe que não vale a pena se esconder, que é preciso ser lida, gritada, gemida, querida.
De repente o verso se faz, escorrega pela boca, saliva doce, gozo e se aconchega no peito, na caneta entre os dedos, palma da mão.
Ou de repente não é nada disso. ..
De repente não existe nada, a palavra não existe, é só ausência.
Mas na ausência também há poesia.
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