sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Mãos


As mãos da velha italiana sentada ao meu lado no metrô
Parecem tão conhecidas e familiares.

As mesmas manchas e rugas,
Os mesmos anéis de ouro foscos pelo tempo,
A maneira como repousam suavemente ao longo das pernas.

As mãos da velha italiana sentada ao meu lado no metrô
São as mãos que terei um dia.

2 comentários:

  1. Adorei!

    As imagens que você cria são fascinantes. Não sei se foi sua real intensão, mas ao final do poema eu senti uma pitada de melancolia que na minnha opinião fechou o conceito sem finalizar as idéias. Nas oficinas a gente comenta muito quando ao "trabalhar o poema sem fechar os conceitos", mas como poeta eu acho que isso tem lá seus limites. Acho que não aplicar um conceito é muito fácil, difícil é aplicar um conceito e ainda sim possibilitar novas idéias.

    ^^ Parabéns Tania!

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  2. Gostei muito Tania!!
    Parece ate um mergulho no inconsciente, algo nostalgicamente familiar..

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