quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Todo tempo vivo cercada de lembranças
De outros tempos
De vários tempos
Todo o tempo meu tempo é atemporal

domingo, 14 de setembro de 2008

Ode à couve


Ah, estas tiras verdes e crocantes que se acumulam sobre o meu prato,
Entre a carne de porco, entre o arroz e o feijão.
Couve emblemático sabor!
Presença que evoca outras eras, outros povos e paisagens.

No caldo verde, herança de Portugal, a couve se dissolve,
Pequenos fragmentos de cor e calor.
Mistura perfeita que aquece o corpo e consola a alma
Fubá, lingüiça e azeite.

Tê-la entre meus lábios é como voltar à infância,
É voltar a casa da avó no almoço de sábado.
Couve com costelinha e manjar de sobremesa
Os risos dos mais velhos e as brincadeiras de menina.

Plantação de couve no quintal ensolarado.
Manga rosa e jabuticaba.
Janelas azuis, casa branca e trem que apita ao longe.
Cheiro de verde, de terra e de chuva.

E como esquecer a feijoada?
Couve, laranja lima, limão e cachaça.
Ecos da casa grande, da senzala e da mãe preta.
Bocas famintas, comida de preto e mesa de branco..

Portugal, Minas e cativeiro!
Quintal, mesa farta e convidadeira.
Couve, sempre na mesa brasileira.


* Nome cientifico da couve

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Longe, longe da praia,
distante de qualquer porto.
Entre montanhas escondida,
Minha alma espera um dia ver o mar.