sexta-feira, 23 de abril de 2010

De manhã, no meio do ônibus lotado, estou sozinha conversando com meus botões. Mas eles (que tédio!) não me dizem nada, ficam quietos e sonolentos fechados em suas pequenas casas como caracóis ao sol.
Por isso ponho-me a conversar com meu zíper que feliz e barulhento corre livre pela estrada reta sabendo sempre onde quer chegar, sem nunca sair da linha e sempre respondendo com sua voz metálica “sim, sim, sim” à todas as minhas relevantes e urgentes perguntas.

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